Sherlock: Um Estudo em Rosa

26 07 2010

Nesse último domingo, dia 25, estreou uma nova adaptação da série de Sherlock Holmes, dessa vez para a TV e, graças aos céus, genuinamente britânica em todos os sentidos. Depois do fiasco que foi esse último Sherlock Holmes para os cinemas, que eu descreveria como uma piada ridiculamente transformada em filme de ação, dá gosto de ver uma coisa decente sendo feita com a herança que Conan Doyle gentilmente deixou para a Literatura ocidental.


Pra ser sincero eu não estava botando muita fé nessa série, não, exatamente por todo esse teor homoerótico que estava sendo insinuado sobre ela, coisa que muito provavelmente poderia colocar a relação de Sherlock com Watson em risco. Mas eu quebrei a cara, eles conseguiram dar um toque não só genial e engraçado com a obra canonica como ainda foi deixado um suspense incrível por debaixo dos panos sobre a sexualidade de Sherlock. No fim deu na mesma: aquela mesma relação de amizade restrita e deliciosamente profissional que é vista nos livros, e não aquela idéia do filme americano de colocar ambos como se fossem um casal de velhos brigando por qualquer coisa.

Vou falar. Eu tive orgasmos com a atuação de Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes. É sensacional. Eu poderia passar o dia inteiro elogiando sem cansar. Não tem como descrever a naturalidade que ele conseguiu assumir aquela personalidade excêntrica e em necessidade de estímulo mental como se isso fosse o seu oxigênio. Cumberbatch merece uma estátua em sua homenagem. Não é qualquer um que consegue dar vida a um dos personagens mais bem construídos da história da Literatura. Agora quanto ao Martin Freeman eu sou suspeito pra falar porque eu amo o Freeman, ele é uma das coisas mais fofas desse planeta e eleéfofo-eleéfofo-eleéfofo e ficou perfeito como Watson <3.

Enfim, “Sherlock” é interessante porque traz a história e a complexidade dos mistérios para esse nosso mundo atual que é forrado de tecnologia por todos os cantos. Quem gosta dos livros provavelmente vai adorar a série porque ela inova a história sem que nada exatamente gritante seja perdido, e até quem nunca ouviu falar sobre Sherlock Holmes na vida vai poder apreciá-la em seu máximo: Ela é auto-suficiente.

Fica a dica.








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