Change is good

6 09 2010

De uns tempos pra cá algumas pessoas que me conhecem há, sei lá, no mínimo uns três ou quatro anos começaram a dizer o quanto eu mudei depois de entrar para a faculdade. Mas pra ser sincero eu não vejo tanta mudança assim, não. Do jeito que falam parece até que eu sofri uma metamorfose da Madre Tereza de Calcutá para uma Bruna Surfistinha da vida.

As pessoas tendem a possuir uma idéia muito negativa do que seja mudar de opinião sobre certas coisas. Algumas associam como ter a mente fraca, ser Maria-vai-com-as-outras ou coisa parecida. Eu não vejo dessa forma. Com um certo limite estipulado, eu sempre fui muito aberto para opiniões e idéias novas. Se convencer do contrário do que costumava pensar não significa ter a mente fraca, algumas vezes apenas significa ser inteligente. Eu acho que só pessoas burras teimam a vida toda sobre uma opinião distinta na tentativa de querer ser autêntico e com opinião auto-suficiente. Uma coisa é defender seus princípios, outra coisa é não querer ver o outro lado da história com medo de que você esteja realmente errado.

Acho que ainda sou o mesmo nerd otaku que gasta horrores (e agora com bolsa acadêmica, xô pobreza!) em coisas inúteis e não pretendo deixar de ser essa pessoa por enquanto, porque essa pessoa ainda sou eu. A diferença é que agora eu gosto de sair pra beber e dançar com alguns amigos. Qual é o problema?

[“Gente bonita”]

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Eu tenho uma amiga…

18 04 2010

Eu tenho uma amiga muito apaixonada, ela é cheinha, loira dos cabelos enrolados. Ela nunca ficou um período muito extenso sem namorar ou ficar com alguém. Eu tenho uma outra amiga louca de pedra, que não usa maquiagem, ela reboca a cara. Eu tenho uma amiga também que usava pílulas para emagrecer e teve ataques de trimiliques. Eu tenho uma amiga que uma vez terminou com o namorado por telefone dizendo um “não te quero mais” e desligando na cara do coitado logo em seguida. Eu tenho uma amiga não raspa nem descolore as pernas. Eu tenho uma amiga que detesta usar camisinha e nunca ficou grávida. Eu tenho uma amiga neurótica, uma amiga hilária, tenho também uma amiga que compra muitas revistas em quadrinhos.

Eu tenho uma amiga muito inteligente. Ela estuda matemática, ama gatos e tem uma tara de infância pelo Jon Bon Jovi. Eu tenho uma amiga com pintofobia. Uma outra amiga minha muda a cor do aparelho quase todo o mês. Eu tenho uma amiga fissurada pela cor laranja. Eu tenho uma amiga que decidiu começar a se vestir mal para tentar aparecer no programa “Esquadrão da Moda” do SBT e me mandou contactar o programa para ela. Também tenho uma amiga que prefere usar cuecas a calcinhas. Eu tenho uma amiga cuja conta telefônica ultrapassa os cento e oitenta reais por mês. Eu tenho uma amiga advogada, uma jornalista e uma que quer trabalhar na TV. Uma vez uma amiga minha comeu um pacote inteiro de sorvete sozinha e virou a noite acampando no banheiro.

Eu tenho uma amiga pervertida, uma super religiosa e uma que nunca ficou um dia sem apertar a minha bunda. Eu tenho uma amiga que já se apaixonou por mim uma vez. Uma amiga minha canta super bem. Ela canta na igreja e gosta de funk gospel. Eu tenho uma amiga que a cada dez palavras que fala, oito são palavrões. Uma outra amiga minha se sente orgulhosa por ser magérrima e faz questão de verbalizar sua opinião sobre sua magreza. Eu tenho uma amiga com mania de perseguição. Uma outra amiga que gasta o salário inteiro com maquiagem e cosméticos. Eu tenho uma amiga que só usa All Star e pinta o cabelo de roxo.


Eu sou amigo de várias garotas também.
Eu poderia ser o amigo maluquinho.
Ou o amigo que gosta de ler.
O amigo que faz Letras.
O amigo revoltado.
Mas curiosamente, o mais comum é “esse é o meu amigo gay”.
Por que será?





Seja homem!

13 03 2010


Brincadeiras a parte sobre as pessoas empregando o “seje” onde não devem, eu acho que já tive minha cota de ouvir a exclamação do “Seja homem!” por uma vida inteira. Acho até que a frase virou tão comum que pode ser uma interjeição perfeita para se por num livro de gramática. Eu por exemplo cresci sendo forçado a ouvir do meu pai que eu deveria ser “homem” no repeat mode. É engraçado até como na minha infância eu aparentemente tinha deixado de ser homem por não comer a refeição inteira ou por bater o pé fazendo cara feia para um certo tipo de alimento.

Algumas pessoas até começaram a falar o “Seja mulher!”. Eu não entendo, pra mim isso não passa de uma ofensa ridiculamente ultrapassada. Eu pelo menos me consideraria homem em qualquer circunstância só pelo fato de ter algo no meio das pernas. Acho que as pessoas confundem muito o “Ser homem” com ter integridade, coragem ou confiança em si mesmo. E no final das contas uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Fico pasmo de como o adjetivo de “homem” engloba tanta coisa.  Ironicamente, as definições até podem variar de pessoa pra pessoa. Sabem aquela coisa do “amigo gay” que tanta gente reclama? Para mim é a mesma coisa. Sou homem? Sou, mas não me defino por isso como um adjetivo.

Vamos evoluir no conceito, galere.








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