Agora que sou rica…

19 09 2010

Freguês: Quero provar essa camisa.
Vendedor: E você já viu o preço?
Freguês: Er… não.
Vendedor: Vou ver pra você.
Freguês: …
Vendedor: Trezentos reais.
Freguês: Ai, muito caro, não quero mais.
Vendedor: Nós temos blusas de 79,90 também.
Freguês: … ah ok, então tchau.

Foi o que aconteceu comigo esses dias.
E eu achei um absurdo. Estava andando pelo shopping semana passada e um atendente medíocre (e SUPER GOSTOSO, por sinal, do tipo tudo-o-que-eu-sempre-sonhei-e-nunca-vou-ter) me olhou com aquele olhar de como se me avisasse que eu estava em território de grife e aquele não era o meu lugar. Porque por favor, nem eu mereço um “e você já viu o preço?”. Ainda mais de um atendente, é demais. Até porque se ele pudesse se permitir compras roupas com os preços da loja em que ele trabalha, ele não estaria perguntando para pessoas desconhecidas se elas precisavam de ajuda nas compras. Apesar que, vamos concordar, trezentos reais por uma camisa de manga comprida com capuz é meio exagerado demais. E olha que nem era de ouro.

Mas qualquer dias desses eu volto lá e a história vai ser diferente. Do tipo:

“Agora que sou rica… embrulha a loja inteira e manda enviar pra minha casa. Beijos, meu celular é taltaltal, me liga.”

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A história de uma tirinha roubada

23 05 2010

Eu sempre tive muita vontade de começar a desenhar tirinhas para publicar em algum lugar, já faz alguns anos inclusive que eu comecei a reunir uma quantidade de idéias para essas tirinhas, mas que nunca saíram do papel pautado para acompanhar um desenho. Pois bem, há algumas semanas eu resolvi tentar. Mostrei a amigos e tal, com o intuito de no fim pendurar no mural de poesias da Faculdade de Letras. Vamos deixar de lado o fato de eu ter colegas de faculdade com mentes tão primitivas e talento nulo para artes visuais a ponto de firmarem o pé que o mural da Letras não tem espaço para tirinhas. Eu pessoalmente acho que o nosso mural pode muito bem ter outros tipos de arte além das brincadeiras que fazemos com as palavras. Afinal, diferente da maioria do pessoal de lá, eu não escrevo poesia. Eu faço tirinhas.

Já havia passado uma semana após minha segunda tirinha exposta quando num belo dia de quinta-feira eu passo pelo corredor dos murais e… cadê minha tirinha? Roubaram. Inclusive, parece que enfiaram no cu até as tachinhas que eu usei pra pregar a folha no mural porque não tinham mais tachinhas disponíveis. E sempre tem. Enfim, tive um acesso de raiva e escrevi uma nota para o ladrão de arte para que devolvesse minha criação já que eu tive a idéia brilhante de não fazer uma cópia pra guardar. É claro que não vão devolver, mas minha ingenuidade não me impede de tentar em acreditar na bondade das pessoas.

Eu não pretendo parar de postar minhas tirinhas na faculdade e foda-se quem não gosta. Entretanto, como uma forma de priorizar que eu não perca nada que eu crie pela falta de vontade de criar uma cópia pra guardar, vou começar a publicar todas minhas tirinhas aqui e depois de um tempo, uma cópia impressa na faculdade.

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P.S.: A loirinha é uma personagem antiga minha. Ela se chama Samira, que muito provavelmente irá dar as caras em mais algumas tirinhas que vem por aí.








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