Se bicha fosse unida…

29 11 2010

Essa história de que gay é uma raça unida e com fortes inclinações biologicamente comprovadas da necessidade de fazer com que o resto do mundo nos aceite como somos não me gera nada além de uma grande vontade de dar boas gargalhadas. Tudo bem que gays podem até andar em bando de vez em quando e o meu melhor amigo é gay, mas às vezes eu paro pra pensar e chego a conclusão que grande parte desses Adões e Evas realmente pensam que a minha vida gira em torno da causa gay. Não gira. Até porque para falar muitíssimo sinceramente eu tenho pouquíssimos amigos homossexuais com relação aos héteros. Pouquíssimos MESMO. Tudo bem que a maioria dos meus amigos héteros são mulheres, já que raramente eu consigo evoluir uma amizade com um homem heterossexual sem que na cabeça dele eu esteja imaginando como seria abrir o zíper de sua calça. E não adianta ser ingênuo o suficiente para pensar que eles não pensam dessa forma porque eu sei que muitos uma hora ou outra acabam pensando.

E sabe por que a minha vida não gira em torno da causa gay? Porque bicha é um ser do mal. Já não bastasse termos que crescer com o medo de sermos expulsos de casa ou fazer a mãe cair aos prantos se perguntando onde foi que ela errou. Nós ainda temos a árdua tarefa de tentar sermos felizes. Mas a coisa fica complicada quando a bicha do seu lado rouba o seu homem. Quero dizer, homem já é uma raça que não presta, agora junta isso a uma bicha venenosa manipuladora que EU SEI que todos nós temos uma dentro da gente. Daí vai vir gente falando “aaaaaaaaaaaah, não é bem assim”. Mas sempre tem algo. “A calça skinny dele é mais apertada que a minha”, “a cueca Calvin Klein dele está mais bem conservada”, “o namorado dele é mais gostoso que o meu” e por aí vai. Esses ativistas religiosos pensam mesmo que a comunidade gay é bem resolvida e que temos altos planos sérios como nos infiltrarmos no governo ou desviarmos grana do banco nacional para cobrir nossas viagens a Paris. Ha, se eles soubessem o tanto de intriga que somos capazes de criar entre nós mesmos…

Porque se toda bicha fosse unida e bem resolvida, meu bem, a gente já tinha dominado o mundo.

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“Olha o viadinho aliiiii”

21 11 2010

Vou falar que eu acho engraçado a insistência das pessoas de ficarem me reparando na rua seja pelas minhas roupas ou pelo meu jeitinho ‘especial’ de ser. Sabe aquela coisa de “Genteeee, olha o viadinho aliii (apontando)”? Então, é exatamente disso que eu estou falando. Ontem eu estava na fila do cinema para assistir a Harry Potter and the Deathly Hallows e me atrevo a dizer que eu NÃO ESTAVA usando as cores chamativas com estrelinhas brilhantes a minha volta que eu costumo usar. Pelo contrário, eu estava num dia light. Uma camisa preta estampada básica, uma bermuda jeans escura dobrada um pouco acima do joelho, all star vermelho cano médio… sabe, light. E eu sou uma pessoa muito observadora. Não é a toa que quando a @nathaliejourdan e eu saímos pra bater perna no shopping com alguns amigos eu era praticamente o único que percebia as pessoas a reconhecendo por causa de Malhação antes delas virem correndo pedir pra tirar foto. Eu costumo dizer que a observação é uma arte, é quase um dom, e eu tenho esse dom.

Enfim. Então eu estava na fila do cinema tomando meu modesto milkshake de ovomaltine quando eu percebo um casal hétero à fila ao lado cujo rapaz me dá uma olhada e vira de volta para fazer algum comentário com a namorada, que responde aos risos: “Aquele tomando milkshake? Sim, eu percebi.”

Eu fiquei pasmo.


Tá, eu não fiquei pasmo. Na verdade isso acontece muito comigo. Eu só acho incrível que eu consiga dar pinta até parado na fila do cinema tomando milkshake. É como se eu deixasse cair purpurina roxa por todo o lugar que eu passo. Às vezes eu me divirto com isso, mas vou falar que quando a gente está num dia não tão bom, é um saco você receber olhares de “ai, tem um gay aqui”. E isso porque dá pra perceber quando o comentário é apenas corriqueiro e quando ele é ofensivo. Mas eu já devia estar acostumado com isso.

E uma tirinha temática.
Porque faz muito tempo que eu não publico uma por aqui.





Kiss with a fist is better than none

18 11 2010

Como provavelmente a essa altura do campeonato até a minha avó deve estar sabendo do choque purpurinado que Glee impactou globalmente em nossas vidas com o primeiro beijo homossexual da série, não tem problema comentar. Eu sou uma pessoa que odeia spoilers, mas a awesomeness do meu mais novo shipper¹ em Glee merece seu espaço aqui TAMBÉM.
O vídeo dispensa comentários:

Porque o Karofsky simplesmente TEM que se tornar o ursão de pelúcia do Kurt.
E se você, pobre alma, ainda não começou a assistir Glee, vá assistir tiop AGORA.

¹ Shipper, para quem não sabe, é um termo usado em fandons em geral para designar um certo par romântico que um fã goste ou quer que dê certo.








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