O que eu achei de My Soul to Take (A Sétima Alma)

17 12 2010

As pessoas já devem estar de saco cheio de filmes de terror sobre serial killers em que a única coisa que acontece na trama é um cara enorme perseguindo os personagens principais que morrem um por um nas mãos do monstrengo. Bom, eu não. E foi por isso que eu me interessei por My Soul to Take. Mês passado eu estava assistindo à TV e foi exibido um Por de trás da câmera do filme, que eu nunca havia ouvido falar na vida embora ele tenha estreado nos cinemas dos Estados Unidos em Outubro.


Na minha opinião My Soul to Take tem um diferencial. Abel Panklov é um homem casado que sofre de múltipla personalidade possuindo cinco personalidades além da original. Uma sétima personalidade, porém, se mantinha em segredo entre as outras, praticando mortes em massa na cidade e sendo conhecido como o Estripador. Na noite em que Panklov descobre a verdade através de suas personalidades alternativas e uma porção de acontecimentos acaba gerando a suposta morte do Estripador, sete crianças nascem prematuramente na cidade. Dezesseis anos se passaram e o corpo de Abel Panklov nunca foi encontrado. A lenda urbana conta que ou Abel Panklov sobreviveu àquela noite ou sua alma se refugiou numa das sete crianças que nasceram na noite de sua morte, que buscará vingança das outras seis almas que renasceram.

O longa-metragem mostra o aniversário de dezesseis anos das sete crianças e o retorno do Estripador na cidade. Acho que o mais divertido é você ter aquela absoluta certeza que pelo menos o bad guy só pode ser um daquele seleto grupo de personagens e você passa o filme inteiro em dúvida se é um ou outro. É ótimo para quem curte um filme de terror sem muito sangue com bastante suspense e uma pitada de trama colegial.

Eu recomendaria.

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O que eu achei de ‘The Last Airbender’

23 07 2010

Esperar até o final de Agosto para assistir a “The Last Airbender” nos cinemas estava totalmente fora de cogitação pra mim. Século XXI, né gente, e a Internet faz milagres hoje em dia, então por que não se aproveitar disso? Baixei o filme mesmo. Como fã da história original, eu tinha que me manter por dentros das novidades e, afinal de contas, eu estou esperando o lançamento desse filme há muito tempo, não dava para esperar mais um mês só porque esse Brasil de merda não tem quantidade de equipamento 3D o suficiente.


Antes de assistir ao filme eu já estava sabendo de todo esse caos no mundo da crítica sobre a adaptação de Avatar, de que o filme acabou saindo um lixo, o diálogo era um lixo, os atores um lixo, tudo lixo. Isso já me fez ficar meio apreensivo, mas olha só, vou começar dizendo que o filme não ficou essa porcaria toda, não. Há mancadas GRITANTES, mas nada que fizesse do longa um cocô. Dá pra assistir (?).

O caso da escolha de elenco já vem sendo comentado desde que os atores foram expostos, sobre os atores brancos e essas coisas. Eu vou permanecer na minha opinião de antes: Eu queria as personagens da série original sendo transportadas para o filme em carne e osso da forma mais fiel possível. Não foi o que aconteceu. Quero dizer que sim, eu ainda estou inconformado com a escolha da Katara, Sokka e pelo amor de Zeus, Dev Patel como Zuko? Gente, não dá. Eu adoro o Dev Patel, do pouco que eu já vi dele eu o acho um ator incrível, de verdade. Só que ele não tem nada a ver com a imagem do Zuko do original, não importando tão pouco o quão bem ele conseguiu interpretar o papel. Na minha opinião ele foi o melhor do elenco no quesito atuação. Acho que a ira e a frustração do Zuko foi uma coisa que o Patel conseguiu, ainda bem, deixar viva no filme, coisa que eu não posso dizer o mesmo do restante do elenco principal. Katara virou uma mosca-morta e a ironia e o senso de humor do Sokka que sempre foi uma das melhores coisas da série, acabou se perdendo no filme salvo mínimos momentos, momentos esses que podem ser contados nos dedos de uma mão. A descaracterização do Aang eu até consigo deixar passar. Afinal, para alguém que acabou de perder a família inteira, não se espera que saia por aí feliz e saltitante como acontece no original, né? Pois é, essa foi uma escolha até que decente: Um Aang frustrado e bastante infeliz. O único problema é que foi sacrificado todo o carisma da personagem, quero dizer, aquele protagonista que era possível se identificar e amar não existe no filme.

Agora, o que deixou a adaptação deficiente foi o roteiro. O roteiro que fez a merda. Mas o que se espera de uma versão cinematográfica adaptada de uma versão pra TV com quase oito horas de duração? Uma adaptação lixo. Não dava para comprimir a primeira temporada de Avatar num filme de uma hora e meia e achar que vai chover prêmios e indicações de melhor filme do ano. Muita coisa foi perdida. A história teve de ser jogada na cara do público da forma mais brutal, tornando-se quase impossível de se envolver na história e de entender as personagens. Não há interação e quase não há química. Há muita história pra ser contada em pouco tempo e muito pouco desenvolvimento das personagens. Além disso, eu não achei os efeitos especiais tão bons, isso é uma coisa que eu espero que procurem melhorar na sequência. Talvez eu esteja enganado porque, né, eu vi uma gravação feita no cinema, mas foi o que eu achei. Podia ser melhor.

Em suma, o filme não é dos melhores, mas com certeza não é dos piores ou um lixo completo. A história, pelo menos, ainda está lá, e ela é incrível. Só que eu acho que alguém que já não conhecesse o original iria se sentir muito perdido assistindo ao filme, isso é, da forma que ele foi tratado. Dava para ter saído algo bem mais decente em uma hora e meia se o roteiro e o diálogo tivesse sido melhor tratados, assim como alguns conceitos da animação aproveitados (o humor por exemplo). No geral eu gostei e vou garantir o meu DVD quando esse sair. E que venha o segundo filme, eu estou louco pra ver a Toph.








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