“Fale ao motorista somente o indispensável”

5 10 2010

Sabe uma coisa que me irrita? Gente falando com o motorista de ônibus enquanto ele dirige. Pior, motorista que DÁ CORDA pra conversa fiada de passageiro, enquanto está dirigindo. Não é querendo ser chato, não, mas pensa só. Ônibus é um transporte público sem proteção alguma. Quero dizer, cinto de segurança pra quê, né? Agora junta isso ao fato de você estar dentro de um veículo com sabe-se lá mais quantas pessoas, toda essas pessoas sendo guiadas (de novo, sem proteção alguma) por UMA mente no volante, esta podendo ser, sei lá, maléfica ou com tendências potencialmente homicidas ou coisa pior. O mundo está cheio de gente estranha e a possibilidade dessa gente estranha ter um emprego de motorista de ônibus me atormenta. Afinal, eu viajo três horas de ônibus todo o santo dia. Um cinto de segurança poderia fazer a diferença se do nada esses velhos barrigudos decidissem virar o ônibus de cabeça pra baixo por acharem que a vida estava monótona demais. Pode acontecer.

Mas voltando: Conversa fiada com motorista e segurança, né. Quantas vezes eu já não presenciei aquelas velhinhas sentadas no primeiro assento do banco se arrebentando mais do que já estavam arrebentadas por causa de uma parada súbita do veículo, causando a inércia a fazer o trabalho dela? Uma certa vez quando eu era criança, lembro que uma senhora desmaiou depois de dar com a cara no chão do ônibus após uma freada mal dada. Feita Por quem? Por um motorista. Outra vez vi um rapaz rolar o corredor inteiro do ônibus até onde ficava a roleta por causa do mesmo problema. Causado por quem? Por um motorista. É o que o estou dizendo, motoristas são gente perigosa e é por isso que eu sou uma pessoa traumatizada. Conversar com motorista de ônibus não é legal.

A minha vontade quando presencio a gentalha pedindo atenção de motorista é apontar para o aviso enorme do ônibus que diz

“FALE AO MOTORISTA SOMENTE O INDISPENSÁVEL”

e perguntar: -Sabe ler? Ótimo, então leia. Afinal, tem tanta gente à toa no ônibus sem nada pra fazer e a pessoa vai tirar a atenção exatamente de quem tem A MINHA vida nas mãos?
Sou neurótico, sim. Melhor neurótico vivo do que morto. Desabafei.





Avenida Brasil é uma coisa triste

24 06 2010

Mas sabe que eu já me acostumei?
Forçado. Mas acostumei.





“Garoto, quanto custa esse fone?”

22 06 2010

Tem gente que adora puxar assunto com as pessoas no ônibus, não é? Eu prefiro ficar na minha, lendo as minhas coisas ou ouvindo música. Não que eu tenha algum problema, já conversei horrores em ônibus com pessoas desconhecidas, homem, mulher, crianças, pedófilos. Uma vez uma adulta até me pediu para dar uma olhada no mangá (Angelic Layer) que eu estava lendo, porque tinha achado bonitinho e interessante. No meu caso acho que eu atraio mais o papo das idosas, vira e mexe vem uma puxando algum assunto, sempre tem dessas. Adoro conversar com algumas delas. Só não é legal quando elas me pertubam ouvindo música. Hoje foi até engraçado, uma idosa se meteu entre eu e minha amiga. Eu lá soltando a franga e a senhora falando que minha amiga era muito bonita, perguntando se nós namorávamos. Imagina? Depois ainda disse que não podia acontecer porque eu era muito novinho, tão novinho que nem barba tinha.

Mas como se isso já não me bastasse, a velha veio me importunar sobre aparelhos celulares e os meus fones:

Senhora: Garoto, quanto custa esse fone?
Eu: Er… sei lá, uns dez, quinze reais,
Senhora: Você compra e não sabe?
Eu: Não, é que os fones já vem junto.
Senhora: Mas ele vem com chip?
Eu: Chip? Mas fone não precisa de chip, senhora.
Senhora: Ué, você está usando fone sem nada?
Eu: Não, tem o aparelho.
Senhora: Então, o celular vem com chip, não vem?
Eu: Mas eu não estou usando celular, é um ‘aparelho de música’ (nem me imagino falando a palavra ipod para uma velha).
Senhora: Ah, mas essas coisas são caras, né? Me mostra?
Eu: *mostra*
Senhora: Meu Deus! Quanto custa isso?
Eu: *risadinha* … ah, uns duzentos reais (mentira cabeluda, o meu custou uns seiscentos)
Senhora: Misericórdia! Isso é muito caro pra mim, não dá.
Eu: *risadinha*

É, senhora, não dá.








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