Amizade

22 12 2010





O Rio de Janeiro tá bombandoooo

26 11 2010

Então eu fui obrigado a tirar férias pelo resto da semana. Ontem eu não fui à aula, perdi uma prova importante, vou ter que voltar à faculdade em Janeiro para terminar minhas obrigações acadêmicas, mas a vida continua. Quero dizer, por causa do atual estado em que o Rio de Janeiro se encontra, por que eu vou me dar ao trabalho de correr o risco de ser vítima de bala perdida enquanto passo pela Senhora da Penha a caminho da faculdade? Não, não, não, não. Fiquei em casa na quinta-feira, hoje também e pretendo permanecer no meu lar doce lar amanhã da mesma forma.

Só quero ver se segunda-feira esse circo já resolveu fazer as malas e sair da região. Vamos ver.





“Olha o viadinho aliiiii”

21 11 2010

Vou falar que eu acho engraçado a insistência das pessoas de ficarem me reparando na rua seja pelas minhas roupas ou pelo meu jeitinho ‘especial’ de ser. Sabe aquela coisa de “Genteeee, olha o viadinho aliii (apontando)”? Então, é exatamente disso que eu estou falando. Ontem eu estava na fila do cinema para assistir a Harry Potter and the Deathly Hallows e me atrevo a dizer que eu NÃO ESTAVA usando as cores chamativas com estrelinhas brilhantes a minha volta que eu costumo usar. Pelo contrário, eu estava num dia light. Uma camisa preta estampada básica, uma bermuda jeans escura dobrada um pouco acima do joelho, all star vermelho cano médio… sabe, light. E eu sou uma pessoa muito observadora. Não é a toa que quando a @nathaliejourdan e eu saímos pra bater perna no shopping com alguns amigos eu era praticamente o único que percebia as pessoas a reconhecendo por causa de Malhação antes delas virem correndo pedir pra tirar foto. Eu costumo dizer que a observação é uma arte, é quase um dom, e eu tenho esse dom.

Enfim. Então eu estava na fila do cinema tomando meu modesto milkshake de ovomaltine quando eu percebo um casal hétero à fila ao lado cujo rapaz me dá uma olhada e vira de volta para fazer algum comentário com a namorada, que responde aos risos: “Aquele tomando milkshake? Sim, eu percebi.”

Eu fiquei pasmo.


Tá, eu não fiquei pasmo. Na verdade isso acontece muito comigo. Eu só acho incrível que eu consiga dar pinta até parado na fila do cinema tomando milkshake. É como se eu deixasse cair purpurina roxa por todo o lugar que eu passo. Às vezes eu me divirto com isso, mas vou falar que quando a gente está num dia não tão bom, é um saco você receber olhares de “ai, tem um gay aqui”. E isso porque dá pra perceber quando o comentário é apenas corriqueiro e quando ele é ofensivo. Mas eu já devia estar acostumado com isso.

E uma tirinha temática.
Porque faz muito tempo que eu não publico uma por aqui.





Compras compras compras

16 07 2010

Eu me considero um consumista problemático. Desde pequeno eu deixava de comer na escola para guardar o dinheiro do lanche para comprar tralhas. Desde pequeno MESMO. Modéstia parte, eu sempre tive um controle muito bom para esse dinheiro porque, afinal, eu tecnicamente só podia gastar o que eu realmente tinha em mãos. Tudo acabava indo pro bolso dos outros em troca de milhões de revistas em quadrinhos, albuns musicais, revistas, jogos, aquela coisa de nerd. Eu lembro que na minha primeira escola, onde estudei desde o jardim de infância até a oitava série, eu tinha um relacionamento muito bom com o velho que cuidava de uma banca de jornal que ficava próxima à escola. Eu ficava devendo horrores a ele, pedia encomendas, ele trazia e a minha vida era sendo levada pagando o velho da banca aos poucos até quitar minha dívida para em seguida fazer outras piores. Inclusive, quando eu me formei no primeiro grau, acredito que ainda fiquei devendo umas migalhas na banca de jornal. Mas nada muito sério. Minha vida problemática com dinheiro já criava suas raízes na infância.

O verdadeiro pesadelo se iniciou no ano de 2009. Ah, sim. Lembro bem daquele dia. Era a pré-matrícula da faculdade e na entrada do prédio da Letras o que mais havia eram aqueles funcionários chatos de bancos tentando agarrar qualquer chance de abrir novas contas universitárias através das pobres almas solitárias que tinham acabado de passar no vestibular. Posso imaginar o que eles pensavam: “Uuuuhh carne nova no pedaço, VAMOS ATACAR!”. Eu ainda tinha dezessete anos na época e precisava ser acompanhado pelos meus pais para assinar certos documentos. Enfim, quando um desses funcionários me abordou, para minha surpresa, meus pais bondosamente ofereceram: Por que você não abre uma conta? Tudo começou com essa frase.

Acho que a minha primeira reação foi: WOHOAL, CARTÃO DE CRÉDITO INTERCIONAL. A segunda reação deve ter vindo a tona depois de uns meses: WOHOAL, TO FODIDO, NÃO TENHO DINHEIRO PRA PAGAR O CARTÃO. Mas pobre sempre dá um jeitinho, né? Bom, eu venho dando jeitinhos e manobrando minha conta universitária muito bem até há uns meses atrás.
Esses dias eu tenho lido sobre consumismo, sobre a pessoa parar pra pensar se realmente precisa de tudo o que compra compulsivamente. Bom, o meu lemba é o seguinte: Menos tempo pensando e mais tempo comprando.
Mas daí a pessoa tem que escolher se ela prefere seguir um  exemplo como o meu, com uma conta corrente com saldo negativo esperando desesperadamente o salário entrar para pagar as dívidas, ou ter uma vida com a conta bancária saudável. Isso, é claro, vai de cada um.





Avenida Brasil é uma coisa triste

24 06 2010

Mas sabe que eu já me acostumei?
Forçado. Mas acostumei.





A história de uma tirinha roubada

23 05 2010

Eu sempre tive muita vontade de começar a desenhar tirinhas para publicar em algum lugar, já faz alguns anos inclusive que eu comecei a reunir uma quantidade de idéias para essas tirinhas, mas que nunca saíram do papel pautado para acompanhar um desenho. Pois bem, há algumas semanas eu resolvi tentar. Mostrei a amigos e tal, com o intuito de no fim pendurar no mural de poesias da Faculdade de Letras. Vamos deixar de lado o fato de eu ter colegas de faculdade com mentes tão primitivas e talento nulo para artes visuais a ponto de firmarem o pé que o mural da Letras não tem espaço para tirinhas. Eu pessoalmente acho que o nosso mural pode muito bem ter outros tipos de arte além das brincadeiras que fazemos com as palavras. Afinal, diferente da maioria do pessoal de lá, eu não escrevo poesia. Eu faço tirinhas.

Já havia passado uma semana após minha segunda tirinha exposta quando num belo dia de quinta-feira eu passo pelo corredor dos murais e… cadê minha tirinha? Roubaram. Inclusive, parece que enfiaram no cu até as tachinhas que eu usei pra pregar a folha no mural porque não tinham mais tachinhas disponíveis. E sempre tem. Enfim, tive um acesso de raiva e escrevi uma nota para o ladrão de arte para que devolvesse minha criação já que eu tive a idéia brilhante de não fazer uma cópia pra guardar. É claro que não vão devolver, mas minha ingenuidade não me impede de tentar em acreditar na bondade das pessoas.

Eu não pretendo parar de postar minhas tirinhas na faculdade e foda-se quem não gosta. Entretanto, como uma forma de priorizar que eu não perca nada que eu crie pela falta de vontade de criar uma cópia pra guardar, vou começar a publicar todas minhas tirinhas aqui e depois de um tempo, uma cópia impressa na faculdade.

clique na imagem para aumentar

P.S.: A loirinha é uma personagem antiga minha. Ela se chama Samira, que muito provavelmente irá dar as caras em mais algumas tirinhas que vem por aí.








%d blogueiros gostam disto: