Mudança

12 04 2011

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VHS –> DVD –> …Blu-Ray?

24 01 2011

Parece que a indústria não está muito contente com o fracasso que foi a implementação do nova tecnologia do blu-ray na nossa era. Realmente pensavam que seria tão fácil assim? Alcançar a meta em tão pouco tempo? 2010 ano do blu-ray meu cu. Eu lembro o inferno que foi a mudança do VHS pro DVD. Eu era criança e tinha (ainda tenho) uma coleção imensa de VHS em casa, filmes da disney, milhões de gravações de desenhos, animes, filmes… o VHS era a minha vida, eu esperneava em casa porque não queria um aparelho de DVD. Foram dias tensos aqueles.

Mas enfim, eu estava lendo por aí que as empresas grandes (samsung, sony, blábláblá) apostavam o rabo que em 2010 o blu-ray iria IMPLACAR GERAL e que o DVD ficaria pra titio. Haha, eu ri. E muito. Agora que viram que a tentativa foi um fracasso já que, pelo jeito, o percentual do Brasil no mercado da nova tecnologia é de apenas 3%, estão tentando desesperadamente abaixar os preços para que 2011 seja o ano do bluray. Eu sinceramente ainda acho difícil isso acontecer ainda esse ano. É lógico que o percentual vai aumentar, mas não de uma forma que faça realmente diferença. Minha opinião. Eles já viram quanto custa uma bosta de filme blu-ray? MUITO CARO. Muito caro MESMO comparado ao bom e velho DVD. As pessoas simplesmente não vão trocar a facilidade de busca e o bom preço tão facilmente assim quando, na verdade, é impossível, nos dias de hoje, eliminarmos definitivamente a produção de DVD como aconteceu com o VHS.

Uma hora vai acontecer, é claro. As coisas mudam e não vai ser como se tivessemos que eliminar nossas coleções de DVD já que o aparelho de blu-ray roda a tecnologia anterior, mas ainda assim, os preços diminuirem já é uma coisa boa e dá um empurrãozinho pro mercado. Afinal, eu conheço pessoas que já usam bluray. É até interessante pensarmos que realmente existe gente amante de cinema que seja capaz de gastar setenta reais por filme. Ano passado eu estava na livraria da Travessa com dois amigos e eu lembro de ter pirado com o DVD da coleção Toy Story.

Aaaaahhh, já tem o box da trilogia Toy Story. Vou comprar.” eu disse.

Ah, também quero, é blu-ray?” um amigo perguntou.

Claro que não. Pra que eu vou comprar blu-ray?

Ah não, é pra mim. É que agora eu só compro blu-ray.

Ah tá. Desculpa.





Crise Capilar

7 01 2011

Esses dias eu entrei numa vibe que eu costumo chamar de “crise capilar”. Sabe quando você olha todos os dias para o espelho e não agüenta mais ter a mesma coisa te encarando de volta? Sabe aquela vontade louca de fazer alguma coisa espontânea ou mudar radicalmente o seu visual? Pois eu estava (estou) assim.

Eu costumo caracterizar meu cabelo como um afro que não chega exatamente a ser black power. Quase um mini black, como eu ouvi de um amigo recentemente. Quero dizer, meu cabelo costuma ter uns treze centímetros de comprimento, mas ele não mostra exatamente esse comprimento por causa dos cachos que ele faz. Pois imagine um black power que não seja uma esponja de lavar louça e que além disso forme vários cachinhos e cachões. Esse é o meu cabelo. E é uma convivência difícil porque ele precisa estar naquele período seco pós-molhado e anterior a uma noite de sono para estar apresentável.

Anteontem eu estava sozinho em casa e enquanto conversava comigo – eu faço isso bastante –, cheguei à conclusão que eu não agüentava mais aquela situação. Peguei uma tesoura e comecei a picotar meu cabelo sozinho. Nunca havia feito isso antes. Quando eu era criança eu tinha o costume de ir ao barbeiro sempre e quando o profissional do ramo não estava mais atingindo minhas expectativas durante a puberdade, eu comecei a cortar o cabelo em casa com a Dona Mamãe, com quem eu poderia gritar e falar sem problema algum que ela havia feito um trabalho lixo e havia arruinado a minha vida social. Mas eu vou deixar para falar sobre meu relacionamento com a minha mãe uma outra vez. Enfim, então eu diminuí o tamanho do meu cabelo a ponto de ele não formar mais cacho algum, e mesmo assim, após ter trucidado dez centímetros de cabelo humano eu ainda não estava satisfeito.

Há um bom tempo eu tenho tido vontade de raspar a minha cabeça, mas ainda não encontrei nenhum amigo que me incentive a fazer o ato. Na verdade todos acham a idéia uma estupidez sem limites. E eu estava pensando, sabe, também acharam que eu cortar o cabelo sozinho seria uma estupidez. Eu até concordo, mas não deu exatamente errado, eu consegui cortar direitinho, e olha que eu fiz tudo com uma tesoura falhando.

Eu gostava muito do meu cabelo grande e confesso que sinto falta dele, mas às vezes a gente precisa mudar. Ontem mesmo eu estava mostrando meu corte novo a um amigo.

“Ah. Tá legalzinho” disse ele.

Legalzinho? Que tipo de opinião é essa? Sabe quando dizem que bonitinho é o feio arrumado? Eu costumo usar bonitinho para uma porção de coisas, e sinceramente não vejo dessa forma de “feio arrumado”. Mas quando o comentário é “legalzinho” a coisa muda de forma. Na minha mente, os níveis de beleza seriam mais ao menos assim:

Espetacular -> Sensacional -> Lindo -> Bonito -> Bonitinho -> Legalzinho

Quero dizer. Legalzinho? Legalzinho?
Sinta a indiferença.

“Ah, como eu estou hoje?”
“Ah, tá legalzinho.”





A delicadeza dos correios brasileiros

5 01 2011

Achei lindo esse vídeo mostrando como nossas encomendas são tratadas aqui no Brasil através do nosso sistema de correios. Se já não bastasse os extravios e a demora absurda de encomendas estrangeiras, ver com meus próprios olhos a delicadeza dos funcionários dos correios realmente me deixou menos preocupado com o estado que minhas coisas podem chegar, isso é, se um dia chegarem.

Para ter uma noção, atualmente estou aguardando quatro pacotes. QUATRO. Sendo o mais antigo de Novembro do ano passado. E se vamos falar de encomendas, eu preciso dizer que em 2010 foi o ano recorde de encomendas perdidas e de dinheiro jogado fora. No mínimo uns cinco pacotes (provavelmente mais) não encontraram o caminho da minha casa. Eu já reclamei tanto que uma hora eu não agüentava mais falar sabendo que não ia dar em nada e passei a escolher melhor como e de onde fazia as minhas compras online.

E repara só como ele jogam os pacotes. Se alguém cismasse de enviar uma bomba para um amiguinho, ela explodia muito antes de sequer ter a chance de chegar no destinatário.

Hum. Idéias surgindo.





Quase-acidente-de-trânsito nº 19

22 12 2010

Ruas sem faixa de pedestre me irritam. Quero dizer, o que mais atrasa a sua vida do que precisar ficar brincando de passa-ou-não-passa, corro-ou-não-corro com carros, ônibus e caminhões que não ligam a mínima para se você está atrasado para um compromisso ou não? As pessoas precisam saber que isso realmente é um problema no Rio de Janeiropaís. Atravessar a rua em alguns lugares tem requerido o elemento coragem aqui no estado, porque imagina um covardão tentando competir com as tantas motos e carros que incessantemente não param de aparecer do nada? O engraçado é quando uma pista  corta para duas ruas. Parece que a rua em que VOCÊ está é a única que existe. Nenhum veículo passa pela outra, é incrível. E é por isso que o brasileiro carioca precisou crescer malandro e o “jeitinho carioca” se tornou tão famoso e comentado pelo país e até pelo mundo lá fora, porque a gente precisa dar um jeito para as coisas acontecerem.

Agora eu? Eu quase morri atropelado hoje. De novo. E se eu não fosse ateu, juraria que no mínimo pelos últimos dezenove anos, Deus vem insanamente tentando me matar num acidente de trânsito. Porque não é brincadeira as vezes que eu sabe-se lá como consegui me safar de ser erguido ou ter o corpo amassado por um carro. É tipo absurdo. Eu já fui “quase” atropelado várias vezes. Carros, caminhões, motos… E por ironia do destino o único meio de transporte que conseguiu a façanha de atravessar as rodas por cima do meu corpo foi uma bicicleta. Mas a culpa dessa vez não foi minha ou da minha necessidade estúpida de provar que consigo ser mais rápido que conduções. A culpa foi da filha da puta que estava no controle dos malditos guidões. Afinal, que tipo de mente cruel e megera te pede desculpas dizendo que inocentemente SÓ QUERIA ver o que acontecia quando uma bicicleta passava por cima de uma criança de seis anos? Eu nunca vou esquecer desse dia.
Mas eu sobrevivi para contar a história.

Mesmo assim, acho que é melhor eu começar a tomar mais cuidado com o trânsito a partir de agora. Ou é melhor ir reservando um lugar VIP nas estatísticas.





Aquele da varize

30 11 2010

Esteticamente falando eu posso ser uma pessoa bem paranóica às vezes. E minha melhor amiga, Carina, é a pessoa que mais sabe sobre isso. De uma forma ou de outra pode até ser por isso que nós sejamos melhores amigos há mais de oito anos. Eu sou paranóico com a minha pele e ela é paranóica com o peso (e com outras coisas também). Eu logo solto um “ah por favor, querida” quando ela começa com as divagações dela sobre como ela está uma baleia e ela me manda cair na real quando eu reclamo de uma maldita espinha que nasceu no pior dia que poderia ter nascido. É como se ambos déssemos força um para o outro falando sobre como as nossas maiores preocupações sobre nossa aparência são absurdamente ridículas e que nós somos lindos e arrasamos na night.

Um dia desses eu percebi uma veia saliente atrás da minha perna esquerda e enlouqueci. Parei o mundo falando “Não, não, isso não está acontecendo comigo, não pode ser verdade”. Procurei o próximo feriado no calendário que me propusesse marcar uma consulta no angiologista da minha mãe e fui. Porque se tem uma coisa que eu realmente gosto em mim são as minhas pernas. Não, sério. O que seria de mim sem shorts acima do joelho? Não seria eu. Então eu corri para o médico ignorando totalmente as palavras da minha mãe de que todo aquele espetáculo dramático por causa de uma veia era completamente estúpido. Já pensando que eu teria que marcar uma cirurgia para tirar todas as veias doentes do meu corpo, eu entrei no consultório. O médico, aliás, era um gato.

Então o que te trás aqui, Alison?” o médico perguntou.
Tem uma veia enorme na minha perna e eu não estou gostando nada dela” eu informei, sincero.
Deixe-me ver”.
Eu mostrei.
Não tem nada aqui” ele me disse.
Tem, sim, você é cego? Ela está aí!
Então me mostra” ele pediu. E eu não consegui deixar de notar aquele tom de indiferença e desafio. Eu só sei que eu fiquei aguardando a minha vez naquele consultório por pelo menos uma hora e em menos de cinco minutos dentro daquela sala absurdamente clara o médico me expulsou em menos tempo de que eu pudesse bolar algum argumento para frizar a necessidade dele de usar óculos.

Quer dizer, se já não bastasse Carina, minha mãe e boa parte do meu círculo de amigos me dizer que eu via coisas na minha pele que não existiam, o médico também havia se unido contra mim. Me senti vítima de um complô.

Esses dias eu estava reclamando que umas bolinhas de pelinhos encravados haviam se formado nos meus joelhos. Se tem uma coisa que eu detesto é depilar as pernas e notar pelos encravados quando eu gastei um dinheirão num creme esfoliante e o USEI CORRETAMENTE para evitar esse tipo de problema.
Eu queria ver se você tivesse celulite” me interrompeu Carina no meio de uma das minhas crises. “Se você já é paranóico com uma pseudo-varize…
Eu respondi indignado “Pseudo-varize? Você disse pseudo-varize? Tem uma veia enorme nas minhas juntas!
O médico disse que não” ela devolveu.
Ah, aquele médico não sabe de nada

E é por isso que assim que eu encontrar uma brecha na minha agenda acadêmica eu vou marcar uma consulta com um angiologista diferente, porque eu já estou começando a sentir dores intravenosas. E eu não estou imaginando coisas.





Se bicha fosse unida…

29 11 2010

Essa história de que gay é uma raça unida e com fortes inclinações biologicamente comprovadas da necessidade de fazer com que o resto do mundo nos aceite como somos não me gera nada além de uma grande vontade de dar boas gargalhadas. Tudo bem que gays podem até andar em bando de vez em quando e o meu melhor amigo é gay, mas às vezes eu paro pra pensar e chego a conclusão que grande parte desses Adões e Evas realmente pensam que a minha vida gira em torno da causa gay. Não gira. Até porque para falar muitíssimo sinceramente eu tenho pouquíssimos amigos homossexuais com relação aos héteros. Pouquíssimos MESMO. Tudo bem que a maioria dos meus amigos héteros são mulheres, já que raramente eu consigo evoluir uma amizade com um homem heterossexual sem que na cabeça dele eu esteja imaginando como seria abrir o zíper de sua calça. E não adianta ser ingênuo o suficiente para pensar que eles não pensam dessa forma porque eu sei que muitos uma hora ou outra acabam pensando.

E sabe por que a minha vida não gira em torno da causa gay? Porque bicha é um ser do mal. Já não bastasse termos que crescer com o medo de sermos expulsos de casa ou fazer a mãe cair aos prantos se perguntando onde foi que ela errou. Nós ainda temos a árdua tarefa de tentar sermos felizes. Mas a coisa fica complicada quando a bicha do seu lado rouba o seu homem. Quero dizer, homem já é uma raça que não presta, agora junta isso a uma bicha venenosa manipuladora que EU SEI que todos nós temos uma dentro da gente. Daí vai vir gente falando “aaaaaaaaaaaah, não é bem assim”. Mas sempre tem algo. “A calça skinny dele é mais apertada que a minha”, “a cueca Calvin Klein dele está mais bem conservada”, “o namorado dele é mais gostoso que o meu” e por aí vai. Esses ativistas religiosos pensam mesmo que a comunidade gay é bem resolvida e que temos altos planos sérios como nos infiltrarmos no governo ou desviarmos grana do banco nacional para cobrir nossas viagens a Paris. Ha, se eles soubessem o tanto de intriga que somos capazes de criar entre nós mesmos…

Porque se toda bicha fosse unida e bem resolvida, meu bem, a gente já tinha dominado o mundo.








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