Avenida Brasil é uma coisa triste

24 06 2010

Mas sabe que eu já me acostumei?
Forçado. Mas acostumei.

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“Garoto, quanto custa esse fone?”

22 06 2010

Tem gente que adora puxar assunto com as pessoas no ônibus, não é? Eu prefiro ficar na minha, lendo as minhas coisas ou ouvindo música. Não que eu tenha algum problema, já conversei horrores em ônibus com pessoas desconhecidas, homem, mulher, crianças, pedófilos. Uma vez uma adulta até me pediu para dar uma olhada no mangá (Angelic Layer) que eu estava lendo, porque tinha achado bonitinho e interessante. No meu caso acho que eu atraio mais o papo das idosas, vira e mexe vem uma puxando algum assunto, sempre tem dessas. Adoro conversar com algumas delas. Só não é legal quando elas me pertubam ouvindo música. Hoje foi até engraçado, uma idosa se meteu entre eu e minha amiga. Eu lá soltando a franga e a senhora falando que minha amiga era muito bonita, perguntando se nós namorávamos. Imagina? Depois ainda disse que não podia acontecer porque eu era muito novinho, tão novinho que nem barba tinha.

Mas como se isso já não me bastasse, a velha veio me importunar sobre aparelhos celulares e os meus fones:

Senhora: Garoto, quanto custa esse fone?
Eu: Er… sei lá, uns dez, quinze reais,
Senhora: Você compra e não sabe?
Eu: Não, é que os fones já vem junto.
Senhora: Mas ele vem com chip?
Eu: Chip? Mas fone não precisa de chip, senhora.
Senhora: Ué, você está usando fone sem nada?
Eu: Não, tem o aparelho.
Senhora: Então, o celular vem com chip, não vem?
Eu: Mas eu não estou usando celular, é um ‘aparelho de música’ (nem me imagino falando a palavra ipod para uma velha).
Senhora: Ah, mas essas coisas são caras, né? Me mostra?
Eu: *mostra*
Senhora: Meu Deus! Quanto custa isso?
Eu: *risadinha* … ah, uns duzentos reais (mentira cabeluda, o meu custou uns seiscentos)
Senhora: Misericórdia! Isso é muito caro pra mim, não dá.
Eu: *risadinha*

É, senhora, não dá.





Parte mais inútil de um Domingo inútil

7 06 2010

Eu juro. Lá para os meus doze, treze anos de idade eu perdia horas do meu dia fazendo esses testes da internet. É até depressivo perceber que eu nunca mais terei essas horas de volta (?), mas eu parei pra pensar em como certas brincadeiras de personalidade são engraçadas. Ainda mais quando no fundo, por algum motivo, elas fazem algum sentido para você. Não estou falando daqueles testes superinteressantes e relevantes na nossa vida do tipo “Quem é você em Harry Potter 6?” ou “Que cor de all star você é?”, mas hoje de manhã uma amiga me passou um joguinho rápido que tenta ser psicológico. É bem simples, eu duvido muito até que alguém que navegue bastante pelos sites mais absurdos não tenha se deparado com um desses umas vez na vida, porque você sempre conhece alguém que conhece alguém que viu a brincadeira em algum lugar. O joguinho consiste em você dar um adjetivo que descreva cada umas das seguintes palavras —> cachorro – gato – rata – café – mar <— E eu escrevi a primeira coisa que vinha na cabeça, é lógico. O meu ficou assim:

cachorro: nojento
gato: egoísta
rata: grande
café: ruim
mar: extenso

Em seguida vem a equivalência desses adjetivos para a sua vida. Fica assim:

Sua descrição de cachorro implica sua própria personalidade.
Sua descrição de gato implica a personalidade de seu/sua companheiro.
Sua descrição de rata implica a personalidade de seus inimigos.
Sua descrição de café é como você interpreta o sexo.
Sua descrição de mar implica sua própria vida.

Quer dizer… eu sou uma pessoa nojenta com um companheiro egoísta (o que eu duvido), de inimigos poderosos, que não gosta de sexo e que vai viver mais do que a própria Dercy.
Eu já concordo com uma opção. Eu posso ser uma pessoa extremamente desagradável às vezes.








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